E aí, futuros centenários!
A nossa newsletter semanal voltou e com um formato novo.
Toda semana, quatro coisas:
Uma para entender. Uma para observar em você. Uma para testar. E uma pergunta para levar pro resto da semana.
Os assuntos mudam. Às vezes nem são sobre saúde. Mas sempre coisas que a gente acha que valem o seu tempo.
Bora lá?
Uma coisa para entender
O cérebro do homem mais feliz do mundo tem 8 anos a menos
Yongey Mingyur Rinpoche é um monge tibetano com mais de 60 mil horas de meditação. Por isso, virou objeto de estudo: entre 2002 e 2016, pesquisadores da Universidade de Wisconsin escanearam o cérebro dele várias vezes.
Existe um jeito de estimar a “idade” de um cérebro. Um programa compara a imagem com milhares de outras e chuta quantos anos aquele cérebro parece ter. Tipo adivinhar a idade de alguém pela foto. Aos 41 anos, o cérebro dele parecia ter uns 33.
O porém: é uma pessoa só. Não dá para dizer que foi a meditação. Mas dá para ouvir o que ele recomenda. Das lições que ele contou ao Guardian, essas são as nossas favoritas:
1. Tédio é um recado. Bateu o vazio, você pega o celular ou abre a geladeira. Ele sugere ficar uns minutos com a sensação antes de tapar o buraco.
2. Treine mudança no pequeno. Volte para casa por outro caminho. Cozinhe com um ingrediente que nunca usou. Flexibilidade também se pratica.
3. Silêncio é opcional. Dá para meditar com buzina, obra e vizinho. O barulho vira o ponto de foco. Ótima notícia para quem mora em São Paulo.
4. Raiva é orvalho na grama. Repare nela por alguns segundos, sem reagir. Como o sol no orvalho, a atenção faz ela evaporar.
Por que isso importa pra você viver melhor: o cérebro muda com o que a gente repete. Ninguém precisa de 60 mil horas. Mas cinco minutos repetidos todo dia contam.
Uma coisa para observar em você
Em que hora sua energia some?
Um autoteste de três dias. Nesses horários, dê uma nota de 0 a 10 para sua energia:
Às 10h
Às 15h
Às 20h
Anote no celular. Sem trapaça, sem café extra para melhorar a nota.

No terceiro dia, compare. Muita gente descobre uma queda no meio da tarde e passa anos achando que é preguiça. Saber onde está seu buraco ajuda a não marcar ali a reunião mais difícil da semana.
Uma coisa para testar
Quantas vezes seu coração já bateu desde que você nasceu?
Spoiler: se você tem mais de 30, já passou de 1 bilhão.
Você coloca a sua data de nascimento no Life Stats e ele conta a sua vida em números. Quantas vezes o coração bateu, quantos anos você passou dormindo, quantas voltas a Lua deu ao seu redor.
E o melhor vem no fim: quanto o mundo mudou enquanto você crescia. Para quem nasceu em 1986, por exemplo, a expectativa de vida no planeta subiu 9 anos.
Como testar: [abra aqui] e descubra o seu número. Depois manda print pra gente.
Uma pergunta para se fazer
Perguntaram para algumas pessoas na rua o que é ser rico. Ninguém falou de dinheiro primeiro.
“Saúde. Se eu continuo me mexendo e consigo acompanhar minha neta, isso é riqueza”, respondeu alguém de 58 anos.
Aos 61, outra resposta: “Ter uma família que gosta de ter você por perto. Isso quer dizer que você fez algo certo.”
E uma senhora de 91: “Dinheiro não faz mal. Mas sem saúde, você não tem nada.”
E você: o que precisaria ter para se sentir rico?
Curtiu o novo formato?
Responde este e-mail com o que você achou. A gente lê tudo, e as próximas edições vão ser montadas a partir disso.
E se alguém que você conhece passa o dia sentado, reencaminha. É um favor de dois minutos.
Vida longa 💙
The 100 YEARS Club



