Como se beneficiar com o uso de wearables
Pela Dra. Gabriela Prado
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Como se beneficiar com o uso de wearables
Pela Dr. Gabriela Prado
Resumo
• Wearables não são exames diagnósticos; são ferramentas de acompanhamento contínuo.
• Funcionam bem para monitorar tendências de sono, parâmetros cardiovasculares em repouso e padrões do ciclo menstrual.
• Perdem precisão quando comparados aos padrões ouro, mas ganham no acompanhamento ao longo do tempo.
• São úteis para promoção de saúde, rastreio e suporte à decisão clínica, mas não substituem exames quando há sintomas ou risco.
• O impacto psicológico varia: podem ajudar no autocuidado ou gerar ansiedade, dependendo do uso e da interpretação.
Conteúdo completo
O uso de dispositivos vestíveis (wearables), como relógios, pulseiras e anéis inteligentes, tem crescido de forma expressiva nos últimos anos. Com múltiplos modelos disponíveis no mercado e propostas variadas, ainda existe muita dúvida sobre o que realmente é confiável, qual a utilidade clínica desses dispositivos e até onde vão seus limites.
De forma geral, os wearables ocupam um espaço intermediário entre um recurso tecnológico de uso pessoal e um exame diagnóstico. São ferramentas acessíveis, práticas e contínuas, porém sem a precisão necessária para substituir métodos diagnósticos validados. Sua principal função é o acompanhamento longitudinal de parâmetros de saúde, e não o diagnóstico isolado.
Entre as aplicações mais relevantes estão o monitoramento do sono, do sistema cardiovascular e do ciclo menstrual.
No sono, os wearables conseguem estimar com boa acurácia o tempo total dormido, que é o parâmetro mais consistente. Alguns dispositivos, como Oura e WHOOP, identificam melhor fragmentações do sono, enquanto outros podem interpretar despertares breves como fim do período de sono.
A análise dos estágios do sono, no entanto, ainda apresenta limitações importantes. Portanto, esses dispositivos não devem ser utilizados como substitutos da polissonografia, mas sim como ferramentas para acompanhar padrões individuais e evolução ao longo do tempo.
No sistema cardiovascular, os wearables monitoram frequência cardíaca de repouso, variabilidade da frequência cardíaca e frequência de recuperação. Esses parâmetros tendem a ser relativamente confiáveis em repouso, mas perdem acurácia durante o exercício, especialmente quando medidos no pulso.
Fatores como movimento, presença de pelos, tatuagens e pigmentação da pele interferem na leitura dos sensores ópticos. Por esse motivo, para acompanhamento de treino baseado em frequência cardíaca, recomenda-se o uso de relógios esportivos associados a cintas torácicas.
Um avanço relevante é a capacidade de alguns dispositivos detectarem arritmias, especialmente fibrilação atrial, a arritmia sustentada mais comum na população adulta e associada a risco aumentado de AVC.
Do ponto de vista de rastreamento populacional, esse recurso é extremamente promissor. Ainda assim, a confirmação diagnóstica continua dependendo de exames validados, como eletrocardiograma ou Holter.
No monitoramento do ciclo menstrual, algoritmos baseados em temperatura da pele, frequência cardíaca e variabilidade da frequência cardíaca conseguem prever menstruação e janela fértil com boa acurácia em mulheres com ciclos regulares. Embora não substituam testes hormonais, esses dispositivos podem contribuir para o autoconhecimento, identificação de padrões e planejamento reprodutivo.
Quando comparados aos exames considerados padrão ouro — polissonografia para sono, ECG e Holter para avaliação cardíaca, e testes hormonais para o ciclo menstrual — os wearables apresentam menor precisão pontual. Entretanto, sua grande vantagem está no acompanhamento contínuo e longitudinal.
Enquanto os exames oferecem uma “fotografia” isolada, os dispositivos vestíveis permitem observar tendências, padrões e mudanças ao longo do tempo, o que é altamente relevante na prática clínica e preventiva.
Outro aspecto importante é o impacto psicológico do uso desses dispositivos. Em muitas pessoas, os wearables favorecem maior autocuidado, consciência corporal e adesão a hábitos saudáveis. Em contrapartida, em indivíduos mais vulneráveis, podem gerar ansiedade excessiva, dependência de métricas e perda da percepção subjetiva do próprio corpo. A forma de uso e a interpretação dos dados são determinantes para que o impacto seja positivo.
De maneira geral, os wearables representam uma ferramenta valiosa para promoção de saúde, monitoramento longitudinal, rastreamento populacional e apoio à tomada de decisão clínica. No entanto, não substituem exames diagnósticos em situações de sintomas, risco elevado ou suspeita de condições clínicas relevantes.
Áudios originais da Dra. Gabriela Prado 👇
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