Como conciliar a atividade física com o trabalho
Pelo Dr. André Rizzuti
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Como conciliar a atividade física com o trabalho
Pelo Dr. André Rizzuti
O primeiro ponto que gosto de separar é o tipo de atividade física. Afinal, quando entendemos longevidade, sabemos que precisamos trabalhar pilares diferentes (treino resistido, endurance, mobilidade...).
Na vida real, sempre vamos ter mais gosto por uma das modalidades e menos gosto — ou até uma resistência — por outras. Isso varia conforme a fase de vida e outros aspectos. Eu venho de uma fase, no passado, onde o treino resistido e até competições de levantamento de peso eram o que eu mais fazia e gostava, enquanto negligenciava o cardio.
No momento atual de vida, pratico mais tênis e outros esportes como motocross; já o treino resistido, perdi muito o gosto e o mantenho apenas pela sua importância no todo. É exatamente aqui que muitos se perdem, seja na organização ou em como conciliar tudo.
Partindo desse pressuposto, gosto de separar as atividades que trazem um retorno emocional/terapêutico além do físico, e as que faço mais como “obrigação”, por entender sua importância — como a musculação atualmente.
Deixar para fazer as atividades que menos gostamos como últimas tarefas do dia acaba sendo, na maioria das vezes, muito deletério. Primeiro porque, psicologicamente, o retorno emocional negativo acaba sendo maior e, de fato, encaramos a atividade cada vez com menos entusiasmo e mais peso.
Sendo assim, é interessante determinar a frequência semanal mínima satisfatória para seus objetivos e necessidades.
Hoje, por exemplo, eu faço musculação apenas 3x na semana, em um fullbody adaptado, e está tudo bem. Costumo colocar no primeiro ou segundo turno do dia para que não fique por último, quando todo o peso da carga de trabalho já está acumulado.
Já as atividades que nos dão mais retorno e gosto, podemos deixar em horários mais estratégicos para que tenham o efeito oposto. Claro que isso não é regra, mas elas funcionam bem como um fechamento do dia ou também como uma “ilha de estabilidade” para colocar a cabeça no presente, no período da tarde ou em um intervalo de almoço (dependendo da atividade).
Importante
Buscar qual atividade exerce esse efeito em você é primordial. Muitas pessoas hoje ficam presas na cartilha de treinar apenas musculação ou fazer o cardio na esteira/bike, sem buscar novos hobbies e atividades que tragam uma gama maior de benefícios na saúde mental.
Você só vai encontrar qual atividade te apetece se der uma chance; portanto, tente, experimente. Sejam esportes de raquete, corrida, luta ou até modalidades diferentes e não tão “na moda”. Hoje, a maioria de nós tem dificuldade de manter a mente no presente, desligada de todas as demandas.
Essas atividades são essenciais para isso. Delas nascem hobbies, interesses, viagens e socialização com pessoas que compartilham os mesmos interesses; assim, suprimos outros pontos primordiais para a longevidade (muito além da fisiologia).
Respeitar sua semana e seu timing sem se sabotar
Aprender a ter imparcialidade consigo mesmo é difícil, mas é igualmente importante. Como médico e como pessoa, vejo que muitos de nós somos excessivamente rígidos com as metas da semana e com as métricas; queremos “bater os números” sem ouvir nosso corpo, seja fisiologicamente ou na saúde mental.
Nesse meio, ficamos suscetíveis a sentir culpa por não ter executado melhor, por ter faltado ou reduzido a frequência. É aqui que mora a leitura individual.
Entender quando realmente está cansado e precisa dar um ou dois dias de descanso total, mesmo que a planilha diga o oposto, é fundamental. Faça isso sem culpa e realmente aproveite o descanso.
Ao mesmo tempo, não se sabote argumentando que, em qualquer impasse, você tem um motivo para não praticar — o que te leva a prejudicar-se no longo prazo.
Descobrir como ter uma metacognição maior para pensar sobre os próprios pensamentos e entender quando estamos nos sabotando vs. quando estamos nos forçando demais é uma linha tênue que, no longo prazo, ajuda muito na estabilidade. Portanto, trabalhar esse pensamento é fundamental.
Comparação
O tempo todo estaremos nos comparando com nossos pares, principalmente nós, profissionais de alta performance. Isso é inevitável e até inerente ao ser humano. Não estou dizendo que comparar-se não seja algo positivo; pelo contrário, é o que nos move, motiva e alimenta muitas vezes. Mas precisamos dosar isso também. Sempre haverá pessoas que aparentarão estar melhores (ou realmente estarão).
Isso não significa que tenhamos que correr atrás para provar algo para alguém (ou até para nós mesmos). Podemos usar isso como uma barra de referência, mas respeitar nossas limitações é outro ponto que muitos não fazem e acabam se lesionando, entrando em overreaching ou ficando constantemente frustrados por estarem comparando com uma régua que é a exceção, e não a regra.
O fato é que nossa rotina sempre será desafiadora, bem longe da perfeição que as redes sociais entregam. Buscar atividades que tragam prazer junto com os benefícios do exercício deve ser uma prioridade. Faça com frequência o mínimo para manter o resto bem (VO2, resistência, mobilidade), mas sem gastar energia mental demasiada quando não é necessário. E, acima de tudo, busque qual é o seu ponto de equilíbrio para o seu momento de vida.
Queremos sempre mais, mas entender o ponto onde o “mais” é “menos” também é um grande aprendizado.
Aqui pode soar um pouco na contramão das linhas motivacionais de hoje, mas a realidade é que, para termos uma boa longevidade, não precisamos estar maximizando tudo como um computador em overclocking. Dependendo do quanto se deposita de energia nos pormenores, muita energia é gasta para pouco retorno. Como sabemos, o componente do estresse é um grande pilar destruidor da longevidade.
Hoje, muitos têm se tornado vítimas dos gadgets/wearables e, mesmo estando muito bem, acima da maioria da sociedade em saúde, continuam em uma busca incessante por 1 ponto a mais de VO2 quando este já está muito bom, X de VFC, Y de BPM médios ou Z pontos a mais de sono.
Essas métricas são ótimas como termostato para nos autorregularmos, mas não podem se tornar obsessões. Isso tem acontecido demais; portanto, fiquem atentos.
A longevidade está em alimentar todos os pilares com simplicidade, frequência e maior paz de espírito. Eu já passei por inúmeras etapas; tudo o que escrevi anteriormente pude aprender (até de forma dolorosa em muitas delas).
Acho que a mensagem que fica é essa “leveza” em levar as coisas sabendo que você está cumprindo o que mais importa, sem se tornar um fardo pesado.
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Nos vemos amanhã,
Vida longa! 💯
Sofia
Em busca de futuros centenários
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