Agonorexia: o lado oculto do Ozempic que ninguém está falando
Pelo Dr. Rodrigo Bomeny
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Tempo de leitura: ~ 2 minutos e 9 segundos
Agonorexia: o lado oculto do Ozempic que ninguém está falando
Pelo Dr. Rodrigo Bomeny
Hoje vou trazer um termo que é sobre o outro extremo relacionado ao uso dos novos medicamentos para o tratamento da obesidade: a agonorexia
Esse é um termo novo, ainda informal, que vem sendo usado para descrever uma situação cada vez mais discutida com o uso de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro: quando a redução da fome deixa de ser apenas um efeito terapêutico e passa a ser excessiva.
Esses medicamentos podem ser muito úteis no tratamento da obesidade e do diabetes, porque ajudam a reduzir o apetite, aumentar a saciedade, melhorar o controle da glicose e diminuir aquela vontade constante de comer. O problema não é o medicamento em si, mas o uso sem acompanhamento adequado ou a busca por uma magreza cada vez maior.
Na chamada agonorexia, a pessoa pode passar a comer muito pouco, pular refeições, sentir aversão à comida, perder peso rápido demais, perder massa muscular, ter queda de cabelo, fraqueza, cansaço, piora da relação com o corpo e maior risco de deficiências nutricionais.
É importante deixar claro: agonorexia não é um diagnóstico médico oficial e não é a mesma coisa que anorexia nervosa.
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar complexo, com componentes psicológicos importantes, medo intenso de ganhar peso e distorção da imagem corporal.
Já a agonorexia é um termo usado para chamar atenção para a supressão exagerada da fome associada ao uso desses medicamentos.
O ponto principal é: emagrecer não deve significar deixar de se nutrir.
Um tratamento bem feito precisa preservar saúde, massa muscular, força, sono, energia, exames adequados e uma relação mais saudável com a comida.
Por isso, durante o uso desses medicamentos, é essencial acompanhar ingestão de proteínas, hidratação, treino de força, exames laboratoriais, sintomas gastrointestinais e sinais de comportamento alimentar disfuncional.
Ozempic, Wegovy e Mounjaro não devem ser vistos como ferramentas para buscar magreza extrema.
Eles são medicamentos importantes, mas precisam ser usados com indicação correta, dose adequada e acompanhamento.
Quando o objetivo deixa de ser saúde e passa a ser “ficar cada vez mais magro”, é hora de acender um alerta. 👍🏽
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Sofia
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